19 de junho de 2021
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O acesso do Cardiff à Premier League, confirmado na terça-feira após um empate por 0 a 0 com o Charlton, consolidou o grande momento do futebol galês. Aquele que não é meramente o País de Bale forma outros bons jogadores, tem a segunda melhor seleção do Reino Unido e será, pela primeira vez, representado simultaneamente [...]

O acesso do Cardiff à Premier League, confirmado na terça-feira após um empate por 0 a 0 com o Charlton, consolidou o grande momento do futebol galês. Aquele que não é meramente o País de Bale forma outros bons jogadores, tem a segunda melhor seleção do Reino Unido e será, pela primeira vez, representado simultaneamente por Cardiff e Swansea (a propósito, campeão da Copa da Liga) na elite inglesa – para relembrar por que alguns galeses estão na pirâmide do futebol inglês, recomendo o texto de Leonardo Bertozzi.

No entanto, a conquista do Cardiff e a ascensão do Swansea não fazem parte do mesmo processo. Enquanto seu rival progride porque toma decisões certas, norteadas por uma filosofia que inclui sustentabilidade financeira e um tipo característico de futebol, promovido por todos os treinadores que lá estiveram desde Roberto Martínez, o Cardiff sobe especialmente por conta do suporte financeiro.

Apesar de o acesso ter amadurecido nos últimos anos, há mais aspectos que aproximam o Cardiff do Queens Park Rangers, que deve retornar à segunda divisão após dois anos de agonia na Premier League. Por exemplo, o processo de montagem do elenco é bem semelhante ao que levou o QPR à elite. O proprietário do clube galês, o malaio Vincent Tan (compatriota de Tony Fernandes, proprietário do QPR), preferiu construir um grupo experiente, bem comandado pelo técnico Malky Mackay e destinado a dominar a Championship, mas insuficiente para fazer bom papel na próxima temporada.

Não há nada errado em concentrar suas forças para assegurar uma vaga na Premier League, mas o desafio técnico que ela impõe na temporada seguinte, mesmo que o único objetivo seja chegar entre os 17 primeiros, é bem maior. As referências ofensivas do elenco – Bellamy (33 anos), Helguson (35), Whittingham (28) e Campbell (25) – não têm potencial para evoluir. A tendência é que particularmente os dois primeiros percam fôlego na próxima temporada. Importante para garantir o acesso, com seis gols em 11 jogos, Fraizer Campbell mal aparecia no Sunderland até janeiro, quando foi contratado.

É claro que o próprio Swansea apresentou gratas surpresas, como Ashley Williams (hoje com 28 anos) e Leon Britton (30), que conseguiram reproduzir na elite o ótimo nível mostrado em divisões inferiores. Mas essas são exceções à regra. Assim como fez o Southampton no verão passado, o Cardiff precisa investir para ser competitivo em 2013-14, com o cuidado de evitar os erros cometidos pelo QPR. Por exemplo, vale mais apostar em alguém como Jay Rodriguez, antigo destaque do Burnley que amadureceu e faz excepcional fim de temporada no Southampton, do que pagar um salário astronômico a Bobby Zamora, que criou um problema atrás do outro em Loftus Road.

Foto Getty Images2

O novo Cardiff tem até slogan: "fire & passion"

Outro aspecto com que o Cardiff precisa se preocupar é a excentricidade de seu proprietário. Há menos de um ano, Tan trocou o azul pelo vermelho como cor principal do clube e promoveu o dragão a mascote mais importante, em detrimento do pássaro azul. Tudo porque o vermelho e o dragão, segundo ele, melhorariam o rendimento do time em campo e tornariam a marca muito mais forte no mercado asiático. Um atentado à identidade da instituição.

Torcedor do Cardiff entre 1975 e 2012, Scott Thomas fez um depoimento ao Guardian em que relata ter desistido de apoiar o clube por conta de Tan. “Não assisto mais aos jogos do Cardiff City. Quando vi Craig Bellamy segurando um cachecol vermelho (após a promoção à Premier League), não doeu tanto quanto eu pensava. Isso confirma que tomei a decisão certa. O Cardiff City não subiu na noite passada. O Cardiff City morreu no último verão”, constatou.

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