21 de janeiro de 2021
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Assistir Tigre x São Paulo ao vivo 21h50 Final - Copa Sul-Americana
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Tigre x São Paulo – Copa Sul-Americana 2012
Favorito ao título, o Sampa quer um bom resultado atuando na Argentina

O ano de 2012 parecia perdido para o São Paulo. Eliminado das principais competições, o time parecia fadado a amargar mais um ano sem títulos enquanto todos os rivais levantaram troféus. Mas a sorte mudou e agora o clube tricolor está a dois jogos de conquistar pela primeira vez na sua história a Copa Sul-Americana, um torneio que há bem pouco tempo atrás era visto como de menor valor em comparação especialmente à Copa Libertadores, considerada um xodó no Morumbi. Quis o destino que a competição virasse uma tábua de salvação da temporada e tanto jogadores quanto torcida abraçaram a causa e trataram o desafio como de vida ou morte.

O ato final da jornada começa nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no mítico estádio La Bombonera, do Boca Juniors, em Buenos Aires. Mas do outro lado não serão os temidos xeneizes, mas sim o antes desconhecido Tigre, uma equipe modesta que tem nas seis conquistas da Série B argentina seu ápice, mas que vem surpreendendo e eliminou o favorito Millonarios, na Colômbia, na semifinal.

Pés no chão
Os são-paulinos chegam para o primeiro jogo cientes da tradição infinitamente superior à do rival, mas tomam cuidado para não considerar a fatura ganha. “Pressão que existe é normal porque temos que buscar a vitória e as conquistas, temos que voltar a vencer um campeonato. Muitas equipes que disputaram essa competição têm uma história maior que o Tigre e não passaram. O que vale é o momento. Uma final de campeonato entre Brasil e Argentina resgata a rivalidade entre esses dois países”, resumiu o goleiro Rogério Ceni.

A campanha tricolor até aqui tem sido marcada pela capacidade da equipe construir o resultado fora de casa e apenas administrar no Morumbi. Foi assim contra o Bahia (vitória por 2 a 0, em Salvador), Liga de Loja (empate em 1 a 1, no Equador), Universidad de Chile (vitória por 2 a 0, em Santiago) e Universidad Católica (igualdade em 1 a 1, também na capital chilena). Na final, no entanto, o critério do gol marcado fora de casa não vale; prevalece o saldo de gols nos duelos. Igualdade leva à prorrogação e, se necessário, pênaltis.

Empolgação não falta aos brasileiros. Além de já ter garantido a classificação para a primeira fase da Copa Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro, os reservas bateram o Corinthians no último domingo e a confiança para o duelo desta quarta aumentou. Enquanto isso os titulares descansaram para se preparar mais adequadamente e esperam manter o embalo dos últimos jogos para abrir vantagem. Até por isso o técnico Ney Franco não vai abrir mão do esquema com três atacantes e abrirá Lucas e Osvaldo pelas pontas para servir Luis Fabiano, formação que garantiu a reação da equipe na temporada. O time não terá surpresas e irá com força máxima para o duelo.

O elenco assistiu a uma série de jogos dos rivais nos últimos dias e identificou na bola aérea a principal dificuldade a ser combatida. Botta, centroavante, é quem mais inspira cuidados. Além da parte técnica, uma possível catimba dos adversários é vista com preocupação. Existe o temor de que os argentinos possam tentar provocar uma guerra de nervos e cavar alguma expulsão. “Temos que jogar com inteligência e a cabeça no lugar, sem cair na catimba deles e na pilha da torcida. O segredo é impor nosso ritmo de jogo”, receitou Lucas, que faz seu penúltimo jogo pelo clube antes de se transferir para o Paris Saint-Germain.

Sem muita empolgação
Se do lado são-paulino o clima é de empolgação, o mesmo não se pode dizer do Tigre. A imprensa argentina tem dado pouco espaço para a decisão da Sul-Americana e a expectativa é que La Bombonera não esteja lotada. Javier García, goleiro titular que já desfalcou a equipe contra o Millonarios, segue machucado.

“Para o São Paulo será apenas outra final, enquanto para o Tigre é a glória”, compara o zagueiro Mariano Echeverría. “Acho que tomaremos consciência daquilo que estamos fazendo apenas com o tempo. O Tigre internacionalmente não tem história e, em sua segunda participação na Copa Sul-Americana, já chegou à final”, diz o atacante Maggiolo.

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